Apesar da crise e da pandemia  mercado pet  dispara em  lucro

      A expansão do consumo de produtos e serviços para animais de estimação no país é considerada hoje o segundo maior mercado pet do mundo

Por Naiara Santos

O Brasil tem cerca de 150 milhões de pets. Por estão presentes em metade dos lares do país e estimulam vários negócios que vão desde a ração, xampu e planos veterinários.  A associação brasileira a indústria de produtos para animais de estimação (ABINPET) estima que o setor movimente r$ 46,5 bilhões neste ano, mantendo crescimento de dois dígitos os negócios foram impulsionados na pandemia. m 2020, o segmento que inclui alimentação, higiene, serviços e produtos veterinários e toda a sorte de acessórios cresceu 15,5%.

Segundo a pesquisa radar pet 2021, realizada pela comissão de animais de companhia (COMAC) o sindicato nacional da indústria de produtos para a saúde animal (SINDAN), os negócios foram impulsionados na pandemia, quando muitas famílias decidiram dotar um bichinho de estimação. De acordo com o levantamento, mais de 37 milhões de domicílios no Brasil contam com algum pet, na esmagadora maioria cães ou gatos – são mais de 54 milhões de cachorros e quase 30 milhões de gatos, das mais variadas raças. Ou seja, em território brasileiro, existem aproximadamente  84 milhões de animais de companhia.

                  Gráfico que apresenta o crescimento do mercado mo mundo. (Foto:Sebrae)

Vinicíus Santiago, de 20 anos, estudante do curso de  Análise e Desenvolvimento de Sistemas, relata os cuidados que todos da família têm  e os gastos  com o seu pet.  “Em média 150 reais por mês, sempre procuramos alternativas devido ás medidas de restrição, meu pai trabalha no ramo de animais há um bom tempo e sempre usou dos seus conhecimentos para contribuir nos cuidados, medicamentos, banho e afins”.

Além disso, Vinicíus destaca que adquiriu seu pet no inicio da pandemia e que teve que redobrar os cuidados pois o cachorro era filhote e a atenção é redobrada.  “Eu ganhei meu pet no meio da pandemia , mas o cuidado sempre foi o principal, devido as medidas preventivas não tivemos, de início, muitas oportunidades de levá-lo para passeios, parques e a afins, então buscamos alternativas como brincadeiras, brinquedos, aproveitando o bom espaço que temos em casa. Nós o recebemos ainda filhote e nessa fase sempre tínhamos cuidados com o humor e bem estar do nosso pet, tentando sempre proporcionar um ambiente sem estresse e o mais confortável possível”, relata o estudante.

Loki, Pet de estimação do estudante Vinicíus. (Foto: Maria Clara)                                               
 

Segundo o veterinário Francisco Júnior, o que explica esse crescimento no mercado é a mudança de hábitos dos donos. “O mercado está mudando, com a pandemia as pessoas estão saindo menos, algumas evitando ter filhos e com isso estão sentindo essa necessidade de uma companhia e o pet preenche esse espaço. O sair de casa está muito caro e fora que o pet é amoroso, e durante a pandemia as pessoas sentiram-se  solitários e carente. O pet foi fundamental nesse processo”. Para o veterinário, a importância e do aumento de adoções de cães e gatos durante a pandemia. “ Muitos animais abandonados precisam de amor e com o fato do animal morar na rua as pessoas se sensibiliza com a situação e um fator importante para o aumento das doações é o Marketing “Adote um animal” e com a pandemia fez com que as pessoas se tornassem melhores e sem contar que o isolamento as pessoas se sentiram necessitadas de afeto e carinho”.

Com o fim do isolamento as famílias passaram a dar mais atenção a seus bixinhos de estimação e com isso fez com que o mercado crescesse, com isso os donos passou a dar preferência a rações e produtos de melhores qualidades. de acordo com o veterinário Francisco Júnior esse crescimento não vai parar com o fim do isolamento, pois os casais jovens estão cada vez mais optando pelos animais ao invés de ter filhos.

“Mesmo os produtos de higiene, brinquedos, ração… sendo produtos considerados caros, se torna sendo mais viável ter um pet ao invés de uma criança, por justamente os casais terem uma vida corrida e uma sociedade cada vez mais cheias de afazeres”, destaca o Veterinário.

Veterinário Francisco Júnior. foto: (Foto: Arquivo Pessoal: perfil do Instagram – franciscojrvet)
 

 Ana Mirelle, proprietária do LovelyPets, conta que no início da pandemia foi bem assustador e cheio de incertezas, porém ela nunca deixou de acreditar da força que o mercado pet tem na sociedade o que beneficiou para o crescimento do mercado na pandemia foi o segmento ter entrado para a lista dos estabelecimentos essenciais e com isso cresceu as vendas de acessórios e alimentos.

“Com a pandemia os clientes deram mais valor as lojas de bairros e com isso tivemos que intensificar o nosso trabalho como nas entregas delivery, trabalhar mais nas redes sociais e principalmente melhoramos a cada dia a questão dos produtos, sempre buscando inovar, para ganhar mais visibilidade e com todo esses trabalho em equipe, tivemos bons resultados financeiros e com isso mantemos os clientes antigos e fizemos prospecção de novos”.

Ana Mirelle, proprietária do LovelyPets. (Foto: Arquivo Pessoal)
Pet Shop LovelyPets. (Foto: Arquivo Pessoal)

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