E-Sports: Presença feminina cresce mas enfrenta barreiras

A presença feminina nos E-sports (esportes eletrônicos) tem ganhado muita força nos últimos anos. No Brasil, onde os videogames não são considerados “coisa de menina”, campeonatos inteiramente femininos têm marcado presença. No último dia 14 de setembro foi realizado a final do torneio “Free Fire Donas do jogo”, competição criada pelas influenciadoras digitais Voltan e Babi, sendo esse um evento com 32 equipes exclusivamente femininas, voltado para promover mais jogadoras para o cenário profissional.

Trofeu Donas do jogo – Reprodução/Internet

A jogadora Maria Eugênia, de 17 anos, mais conhecida como Maria66, conta as experiências que teve em campeonatos especificamente femininos. ” Tinha muitas meninas nos campeonatos já que eram específicos, mas isso não muda muita coisa, a maioria das vezes não tem o mesmo apoio e a mesma seriedade dos masculinos por serem os mesmos campeonatos”, diz Maria.

Maria Eugênia afirma ainda que ser mulher, no meio dos jogos, é difícil em principal pelos fatores que envolvem a desigualdade de gênero que são empregadas não só pelos homens, mas também as próprias mulheres também julgam a questão. ”Mas o evento Donas do Jogo foi um grande uma oportunidade para dar visibilidade para essas jogadoras, já que ninguém esperava um evento de grande porte voltado apenas para o público feminino”, disse.

Campeonato presencial Donas do Jogo – Reprodução/Internet

A também jogadora Hortência Dias, de 18 anos, diz que participar de campeonatos mistos é a pior experiência possível para a mulheres, já que pelo número pequeno de participantes femininas, elas costumam sofrer muita perseguição dos outros jogadores. “O último campeonato que participei só tinha uma equipe de mulheres, e sofremos muita perseguição dos outros participantes homens”, desabafa Hortência.

Hortência ainda completa que a maioria das participantes prefere por não participar de campeonatos mistos, para não sofrer esse tipo de perseguição.

Em janeiro deste ano, em meio a diversas denúncias por abusos sexuais e machismo, a jogadora de Rainbow Six Siege, Danielle “Cherna”, fundou a Associação Feminina de Gaming Brasil, que tem como objetivo dar respaudo jurídico para esses casos. Apesar de representarem (53.6%) do público online – dados da Pesquisa Game Brasil 2017 – muitas mulheres sentem na pele a discriminação e o abuso diário nos jogos.

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