Cresce o uso das redes sociais pelas empresas familiares durante a pandemia

O comércio digital possibilita um novo visual para empresas e ainda a fuga da crise

Por Gustavo Sousa

Em todo o mundo e principalmente no Brasil, a situação pandêmica de muitas maneiras afetou negativamente as nossas vidas. Para as pequenas empresas (familiares), aquelas que surgiram agora e as com tempo no mercado, ambas sofreram déficit nas vendas de formas semelhantes, mas as demandas cresceram no ambiente virtual. Vale ressaltar que os anos de 2020 e 2021 também foram anos de investimento e vendas em novos canais digitais.    

No meio digital, a “abertura” de um novo modelo de comércio garantiu a fluidez e o retorno monetário dos grandes e pequenos empresários, após as perdas na pandemia. As microempresas familiares vieram no molde de desempenhar uma renda própria ou para alguns uma renda extra, fazendo que apesar da crise haja ganhos, sendo ele gradativo ou imediato, para essas famílias. De acordo com a 9ª edição da pesquisa “O Impacto da Pandemia de Coronavírus”, elaborada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), sete em cada dez empresas já atuam nas redes sociais, aplicativos ou internet para impulsionar suas vendas. Em maio, bem no início da pandemia, esse percentual era de 59%.

Elanny Silva, estudante de Ciências Sociais, gestora e produtora do podcast Debaixodocajueiro e social media no Instituto Mix de Profissões afirma que as redes sociais foram uma “válvula de escape” para as pequenas e grandes empresas. “Hoje em dia tudo é pela internet, compras, divertimento, entretenimento, reclamações, enfim […] a facilidade de ficar em casa e comprar aquilo que você teria que ir lá, mudou tudo”.

Ainda sobre trabalhar em uma área que não era do seu vínculo, de maneira mais presencial do que em home office, ela explica que é um novo conhecimento: “Nunca fui de ficar muito em redes sociais, mas o que me ajudou nisso foi o podcast que possibilitou essa nova imersão e, que me fez aperfeiçoar e adentrar no meio digital [..] Vejo que na área em que trabalho, o mercado está precisando e necessita desses profissionais [..] Para as microempresas familiares é uma forma de crescimento e quem sabe um alcance sem fronteiras para o negócio”.  

Nesse âmbito, as redes sociais modificaram os espaços, as produções e o chamado “fazer negócio”. Aplicado a isso, hoje as redes sociais, juntamente com um especialista ou uma equipe por trás, garante um maior fluxo de vendas em um único veículo ou rede que haja a possibilidade de comercialização. Com isso, a fluidez em que o mercado se encontra nos ambientes virtuais, promove a expansão das marcas, principalmente as empresas familiares e de pequeno porte.

  

“Os trabalhos digitais estão mais flexíveis, principalmente pra quem trabalha com a internet e as plataformas de engajamento.”
 

– Elanny Silva (Reprodução – Instagram Elanny Silva)

COMO ISSO AGREGA NAS EMPRESAS FAMILIARES?

Se de certa forma obteve transformações digitais gerando receio em algumas empresas, por outro, trouxe a oportunidade de ganhar mais flexibilidade e deixou os negócios mais dinâmicos, trazendo resultados mais rápidos – isto, é claro, contando com uma boa estratégia midiática. E, as empresas que conseguiram antecipar as necessidades dos consumidores, certamente saíram na frente.

Quando colocamos foco nas empresas familiares pequenas e médias, podemos ver seu aumento dentro do mercado local e identificamos uma vantagem competitiva em todo esse processo de inovação: menos burocracias e mais agilidade frente a mudanças. De acordo com os dados da Junta Comercial do Estado do Piauí (JUCEPI), há um crescimento de 53% de novos empreendimentos com relação ao mesmo período do ano passado, na abertura de novos empreendimentos. Hoje graças à era digital, empresas de pequeno e médio porte possuem o mesmo acesso à informação que as grandes companhias – que, antes, estavam sempre à frente do mercado.

A empresária Fernanda Lima, proprietária de uma empresa familiar no ramo de fardamentos em geral aqui no Piauí, discorre que desde antes da pandemia suas vendas eram apenas presenciais, o que de certa forma era “limitado”. “Vender é ter diálogo, conversa, olho a olho e não que minhas vendas fossem poucas antigamente, mas vi que hoje elas duplicaram apenas com letras, áudio e figurinhas [..] Tudo está mais digitalizado e rápido”.

As redes sociais ajudaram a alcançar pessoas/clientes a distância, e isso juntamente com a propaganda e o marketing a ligação entre esses distintos personagens é mais fidedigna. “Compartilhar uma publicação, mostrar o produto com todas as especificações e detalhamento é deixar o seu cliente a par do que ele vai comprar […] O Instagram e o Facebook abriram caminho para o local que mais faço minhas vendas agora que é o Whatsapp. É nele que faço quase 80% dos lucros que tenho”, destaca Fernanda.

As redes sociais entregam hoje para as empresas familiares, a construção das dinâmicas internas, ou seja, nos espaços econômicos as mídias conseguem ampliar, aplicar e fornecer o que é mais necessário para manter o andamento dentro do mercado.

“Senti que para a empresa fluir, tive que ter planejamento nas redes sociais. Não postar de qualquer jeito, mas sim publicar algo que meu cliente se sinta fisgado e interessado.”

– Fernanda Lima (Reprodução – Instagram Fernanda Lima )

E QUAIS OS PROBLEMAS?

Alguns empresários optam, por inúmeros motivos, por realizarem a própria gestão de redes sociais da sua empresa. Fatores como a ideia de que podem lidar com um perfil comercial da mesma maneira que lidam com um pessoal, receio de que um profissional seja muito caro ou simplesmente por acreditarem que é um serviço “bobo”, são os mais comuns. Compreender a importância do marketing nas redes sociais para o desenvolvimento da sua empresa é um avanço. Mas é necessário que também perceba que ao fazê-lo da maneira incorreta, o resultado pode ser o inverso do que deveria.

Para a professora em Comunicação Organizacional da UFPI, Samantha Castelo Branco, as redes sociais são a vitrine para o mercado, são o meio de contato para os possíveis consumidores e ainda é onde as empresas sedimentam sua imagem e constroem, especialmente as pequenas e familiares, uma reputação junto ao seu público. Assim, fazer uma visibilidade digital para o seu público a grosso modo, fará que as possibilidades de ganho diminuam ainda mais. Portanto, é apresentado alguns pontos para que as empresas (familiares e pequeno porte) evitem aplicação.

Pontos para evitar nas redes sociais

As novas dinâmicas de mercado, de acordo com suas demandas e posição, as empresas necessitam de um plano de gerenciamento de mídias sociais, já que os armazenamentos de dados e a aproximação entre cliente e empresa é de suma importância. “A redes sociais são a porta de entrada da empresa, é o seu perfil que chega primeiro e que deve se destacar dentre as demais”, afirma Elanny. 

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