Conheça os déficits de aprendizagem que se intensificaram durante a pandemia

Por Denise Nascimento e Lucas Pereira

Acordar cedo, tomar o café, ligar o celular e se preparar para assistir mais uma aula, essa é a rotina do estudante Marcus Vinicius e de muitos outros alunos, que por causa da pandemia, precisaram se adaptar a uma nova realidade. Trata-se de um longo período em frente a tela do computador.

“Minhas letras já não eram boas e agora, depois que passei muito tempo sem escrever, percebi que ficaram muito pior”

É assim que Marcus Vinicius, de 13 anos, descreve uma das dificuldades, agravadas com a modalidade de ensino remoto, adotada durante a pandemia. Ele relata que essa experiência não está sendo boa. “Está mais difícil de entender os assuntos, pois os professores falam muito rápido, sem contar, que tem outros que não explicam, só passam os vídeos pra gente assistir. Muitas vezes, nem vejo, e acabo sem aprender”, desabafa o estudante.

A demanda por atividades aumentou e isso repercute na saúde mental dos estudantes. Vera Lúcia afirma que a filha não tem interesse de fazer as atividades e que também apresenta dificuldades de socialização, por passar muito tempo em casa e conviver mais com adultos. Ela conta no vídeo a seguir!

A mãe da aluna conta como a pandemia tem atrapalhado a socialização da sua filha em especial no âmbito escolar. “Ela está no primeiro ano e o rendimento dela não está bom. Ela não tem interesse de fazer as atividades, apesar do meu incentivo. As atividades que ela gosta de fazer são apenas as que existem alguma interação, como; Educação Física e Artes”, considera.

Pais devem ficar alerta aos primeiros sinais

Os primeiros sinais de alerta de dificuldades de aprendizagem, podem ser identificados mais facilmente através do acompanhamento dos pais, que ao perceberem, é recomendado que busquem o auxílio de um especialista, que pode ser o fonoaudiólogo, o psicopedagogo etc.

A psicopedagoga Leila Coutinho, afirma que tem recebido inúmeras queixas relacionadas a dificuldades de aprendizagem em seu consultório. “Eu tenho recebido muitas crianças com essas demandas, de já estarem em uma série, em que eles já precisariam conhecer o alfabeto e não reconhecem. Não conhecem os números. Não aprenderam a quantificar. Crianças que se depararam com o processo de letra cursiva, e iniciariam a produção da escrita. Isso tudo no Online”.
O gráfico abaixo mostra o quanto a educação básica foi afetada pela pandemia.

A maioria dos pais, não tem formação, não tem didática para substituir um professor, afirma a psicopedagoga. Nessa perspectiva, segundo Leila Coutinho, o estudante que já tem o transtorno específico de aprendizagem, seja ele, a Discalculia, Disgrafia, Disortografia, por si só já requer um acompanhamento terapêutico individualizado.

“Dificilmente a escola consegue dar uma assistência personalizada, que atenda a essas especificidades, haja vista que, crianças com esses comprometimentos precisam de um constante acompanhamento para desenvolver essas habilidades, pois, dependendo do grau, se é leve ou moderado, é importante frisar que, o acompanhamento perdurará por mais tempo”. Psicopedagoga Leila Coutinho

Ensino remoto é desafio para professores

O contexto de pandemia, segundo a professora e diretora de uma das maiores escolas municipais de Timon-MA, Girlene Adriano (foto ao lado), trouxe mais dificuldades para o novo formato de ensino”.

Ela ressalta, que “há dificuldades semelhantes aos desafios enfrentados no presencial. Nesse formato remoto, os desafios são enfrentados por nós, gestão, professores, a equipe, e nós como escola, sempre mantemos uma expectativa em prol dos resultados, e a gente, de certa forma, fica “barrada” por conta dessa carência que algumas crianças passam, de não ter celular, um sinal de internet, questões socioeconômicas, são fatores que dificulta muito o nosso trabalho”, ressaltou a diretora. “Portanto, o processo de ensino aprendizagem é complexo”, completa.

Como diagnosticar déficits específicos!

Segundo o Fonoaudiólogo Isael Miranda, alguns indivíduos por mais que sejam estimulados e imersos em condições favoráveis de estudo, ainda assim, apresentam dificuldades nesse processo de ensino aprendizagem.

Sendo assim, o diagnóstico diferencial é imprescindível para detectar e/ou identificar se existe ou não um Déficit Específico de Aprendizagem denominados de: Discalculia, Disgrafia, Disortografia; Dislexia. Mais informações sobre as principais características desses déficits você encontra na explicação dos vídeos a seguir:

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