Isolamento social, home office e ensino à distância intensificam a ansiedade e depressão.

Psicóloga Clínica, explica os fatores que podem desencadear um comportamento depressivo em pessoas com predisposição genética.

Por: Beatriz Mesquita

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A pandemia do novo corona vírus veio com um pacote completo com isolamento social, ansiedade e depressão. O escritório e a sala de aula ficam sem lugar certo e invadem o quarto, a sala, e a cozinha. Por conta dessas mudanças o mundo profissional e pessoal se chocam. O resultado é a ansiedade, o estresse, a desorganização e até mesmo uma depressão.

Adriele Siqueira estudante do oitavo período de psicologia  fala que o método de ensino á distância agrava a sua ansiedade.

“A gente fica dentro de um ambiente único o tempo todo e o instrumento que a gente utiliza pra estudo é o mesmo que eu utilizo pra lazer e tem momentos que existe uma dificuldade muito grande pra separar esses dois momentos (…) E imagine apresentar um seminário e sua internet não tá funcionando naquele dia, isso deixa você muito ansioso também”, detalha.


Foto: A estudante Adriele Siqueira em seu horário de estudos em casa

Uma pesquisa realizada pela plataforma de rede social profissional, LinkedIn, divulgada em maio de 2020 mostra que 39% dos entrevistados se sentem solitários pela falta de interação e 62% estão mais ansiosos e estressados com o trabalho. O levantamento divulgado no G1 ouviu 2 mil pessoas que estavam de home office.


Infográfico criado pela repórter com os dados da pesquisa feita pelo LinkedIn

Sileli Santiago, Psicóloga Clínica, explica que eventos traumáticos, estresse, personalidade e o estilo de vida da pessoa pode desencadear um comportamento depressivo em pessoas com predisposição genética. Então, a depressão é o resultado de um contexto e não é um fato isolado.

As empresas e instituições devem fornecer um apoio psicológico e um ambiente de vivência adequado para as pessoas que estão em isolamento social e trabalham ou estudam à distância.

“O trabalho home office e o ensino através de plataformas virtuais estão gerando uma sobrecarga enorme. Nessa circunstâncias os trabalhadores e estudantes estão mais vulneráveis a sintomas depressivos, e ao esgotamento mental. Por isso necessitam de mais apoio e em alguns casos de suporte psicológico”, reforça a psicóloga.

Sileli Santiago, ainda completa:

“Não importa se o funcionário trabalha na empresa ou em casa, a organização tem obrigações em relação à saúde e à segurança do trabalho para todos os funcionários registrados em CLT. As escolas devem disponibilizar os serviços dos psicólogos educacionais que devem trabalhar estratégias para  favorecer o bem estar dos alunos.” 

Para driblar esses pontos negativos que o isolamento traz é importante que a instituição adote medidas para ajudar os colaboradores. Esse momento pode ser uma reunião de descontração com os colegas de trabalhos por chamada de vídeo. Até mesmo propor uma festa online temática em dias festivos que a empresa pode encomendar os alimentos em porções e enviar via delivery para os funcionários. Outra iniciativa que pode ser feita é a comemoração do aniversário dos colaboradores, enviar um presente ou uma cesta de café da manhã por delivery dá a sensação de pertencimento e importância.


A instituição também pode promover momentos de autocuidado e incentivar prática de atividades física por meio de um profissional contratado que auxilie os funcionários. Outra saída é a criação de desafios diários.

Foto: Reprodução do Instagram da Psicóloga Ana Clara Costa; Post de desafio feito na rede social Instagram por um usuário da plataforma.

Mayara Bastos, diretora de relacionamentos e estratégia de uma empresa que está em home office, fala que a instituição já promoveu encontros com uma psicóloga sobre autocuidado e gestão de tempo. A empresa também realiza o café virtual uma vez por mês. Ele remete ao momento de descontração que tinha todo dia na empresa antes da pandemia.

“A gente passa ali 40 minutos à 1 hora conversando. Tem gente que bota o café do lado com bolo e biscoitos. Naquele momento de interação a gente ri muito, contamos histórias e tem gente que dá dicas de receitas. A gente compartilha caminhos, sites e leituras. É uma ferramenta, uma forma que a gente encontrou pra dá leveza nesse momento.”

Foto: Reprodução do Instagram da empresa Ícone Comunicação; a empresa compartilhou o momento do café virtual nas redes sociais

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