Isolamento social impulsiona vendas do comércio eletrônico

A modalidade de compra e venda de produtos por meios eletrônicos, como aplicativos móveis e Internet, teve um grande salto no momento atual

Por Ezequiel Araujo

Em um período cheio de incertezas sobre o futuro econômico do Brasil e do mundo, distanciamento social, muitas lojas fechadas e restrição da circulação de pessoas, o comércio eletrônico, também conhecido como e-commerce, tem algo a que comemorar. O comércio virtual refere-se a varejo e compras on-line, bem como transações eletrônicas e, a modalidade, também pode ser definida como a compra e venda de produtos por meios eletrônicos, como aplicativos móveis e Internet.

A pandemia da Covid-19 fez com que procurássemos alternativas para se comunicar e também novas formas de comprar e vender para afastarmos o fantasma da crise econômica.

O economista e docente do departamento de economia da Universidade Federal do Piauí, João Victor Souza, relata que pandemia acelerou o processo de transformação digital que aconteceria gradativamente nos próximos anos. “Houve uma necessidade urgente de adaptação tanto do consumidor como das empresas, então alguns estabelecimentos e alguns agentes individuais, pessoas que trabalham sem CNPJ, passaram a adaptar-se a essa nova forma de vendas”, explicou o economista.

O e-commerce já vinha crescendo e conquistando espaço no gosto do consumidor, perpetua-se agora e chega a um novo patamar.

Em 2020 tivemos 17,9 milhões de consumidores a mais do que no ano anterior. Foto: Webshoppers 43/Divulgação

Dados do relatório Webshoppers 43, da Ebit/Nielsen e do Bexs Banco, informam que o comércio virtual avançou 41% em 2020, atingindo faturamento de R$ 87,4 milhões, o maior índice de alta em 13 anos.

A título de comparação, em 2018, o crescimento do comércio online havia sido 12% e, em 2019, 16%.

Evolução do e-commerce entre 2011 e 2020. Foto: Webshoppers 43/Divulgação

Com o crescimento de vendas online e de empresas que aderiram ao comércio eletrônico, o consumidor procura o diferencial e o frete grátis responde por 43% das compras.

A microempresária Bruna Lorrayne Almeida inaugurou uma loja presencial e virtual de cosméticos nesse momento de pandemia e diz que foi um desafio, mas que se não houver riscos não haverá sucesso. “Vimos no delivery e no e-commerce uma maneira de não fecharmos e poder alcançar mais clientes. No online as pessoas já vão atrás do que elas querem e isso facilita muito o nosso trabalho”, relatou a microempresária.

Bruna Lorrayne Almeida iniciou seu sonho na pandemia. Foto: Reprodução

O isolamento social e as restrições de circulação de pessoas promoveram uma mudança de comportamento do consumidor que passaram a consumir mais pelos meios digitais. Nessas plataformas é possível observarmos a grande circulação de propagandas que atraem compradores virtuais devido as facilidades de comprar qualquer produto sem sair de casa. A Ebit Nilsen fez uma pesquisa e apurou que em 2021 o e-commerce poderá alcançar uma média de 225 milhões de pedidos e ter um crescimento de 16%. Em faturamento, o esperado é de R$ 110 bilhões com o comércio eletrônico.

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