Produtos eletrônicos ficam mais caros durante a pandemia

Em um ano atípico de pandemia, as indústrias mundiais fabricaram menos produtos eletrônicos e o home office obrigou as pessoas a efetuarem a troca de seus computadores, notebooks, impressoras e afins, para adaptarem seu local de trabalho em casa. Logo, com a alta procura e a baixa demanda, os preços subiram.

Por Sarah D’arc

Fonte: Reprodução

Para Giovanni Pinho Brandao, estudante de Geografia da UFPI, conseguir acompanhar as aulas em formato EAD ao longo do ano de 2020, com um baixo investimento, exigiu muita pesquisa.

“Eu precisava comprar um notebook ou um celular, mas como eu tinha pouco dinheiro e urgência, optei por comprar um celular importado da China. Por sorte, não fui taxado e com ele estou acompanhando as aulas”.

Importar produtos eletrônicos pode ser uma ótima alternativa para quem pretende economizar na hora de comprar eletrônicos. Portanto, além do comparativo entre os preços, é necessário fazer uma pesquisa cautelosa quanto ao equipamento e assegurar os riscos que o produto pode sofrer durante o transporte.

Estados Unidos e China são os países que mais exportam produtos para o Brasil. Comprar desses países pode gerar até 70% de lucro, o que é bom para quem compra e bom para quem vende, pois a produção de eletrônicos nesses países é mais rápida e barata. Pra Igor Dantas, proprietário de uma loja de celulares, a procura por produtos da marca Chinesa Xiaomi cresceu muito nos últimos anos, mesmo durante a pandemia, por conta do seu custo-benefício.

Segundo o levantamento feito pelo site de busca e comparação de preços Zoom, no primeiro semestre houve um aumento médio de 32% nos valores de alguns equipamentos como notebooks, impressoras, consoles, fones de ouvidos e etc..

Fonte:  Zoom/Divulgação -Via: Tecmundo

Ainda segundo os gráficos pesquisados na plataforma Zoom, durante o segundo semestre, a maioria dos produtos eletrônicos sofre oscilações entre os meses de julho e setembro. Novembro é o único mês com queda significativa no valor da maioria dos produtos pesquisados, por causa da Black Friday. Em dezembro, os preços voltam a subir.

De acordo com Eduardo Oliveira, professor do departamento de Ciência Econômica da UFPI, isso ocorre principalmente por conta de três fatores. No final do ano ocorre uma típica elevação da demanda por produtos eletrônicos. Os impostos também contribuem; sendo dois os principais: o IPI, que atua sobre produto industrializados nacionais ou internacionais, e o ICMS, que incide sobre a circulação de mercadorias e serviços

“Dependendo do setor e do produto específico, pode chegar a até 80% do valor do produto”.

Fonte: Imagem da Internet

Em consequência disso, a cotação elevada do dólar afeta bruscamente o setor, pois grandes partes dos eletrônicos vendidos são importados. E mesmo os eletrônicos aqui montados precisam de algumas peças fabricadas em outros países. O Brasil não tem domínio sobre a produção total de eletrônicos e acaba precisando importar tecnologia.

Entenda a dinâmica das trocas desiguais e quando finalmente os custos das tecnologias tornam-se acessíveis. Toque aqui para ouvir o áudio do professor Eduardo Oliveira.

Áudio: Eduardo Oliveira, professor do departamento de Ciência Econômica da UFPI.

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