Os intercambistas da UFPI: além da nossa realidade

A cada PERÍODO, a Universidade Federal do Piauí recebe em média dez alunos para cursos de graduação, cinco para mestrado e dois para doutorado.

intercambistas.jpg

Repórter: Erika Paola Ardila Palacio

Estudar em um país estrangeiro não é uma tarefa fácil, portanto, poucas pessoas ousam viver essa experiência. Há muitas razões que podem incentivá-lo a fazer um intercâmbio: aprender um novo idioma, conhecer novas pessoas ou adquirir novos conhecimentos sobre um tópico específico. Seja qual for o seu objetivo, com certeza irá gerar uma mudança em sua vida.

Teresina, capital do estado do Piauí, é uma das cidades que abriga estudantes estrangeiros em sua universidade federal. Homens e mulheres de diferentes idades, principalmente de países latino-americanos como Colômbia, Venezuela, Peru, Equador e México, mergulham nas terras do Piauí para completar seus estudos acadêmicos.

Aqueles que tiveram a oportunidade de chamar Teresina de sua casa por uma temporada, dizem que é inesquecível. “É um crescimento diário, porque você deixa o conforto da sua casa e do seu país para um lugar desconhecido, onde você encontra pessoas totalmente diferentes de você”, diz Alejandra Cardona, uma estudante de graduação do curso de Arquitetura e Urbanismo.

Fazer um intercâmbio é ir além da sua realidade, atrevendo-se a conhecer um mundo diferente do qual se está acostumado e estar disposto a mudar, porque ninguém chega em casa sendo a mesma pessoa que saiu. Embora as experiências variem de acordo com o curso realizado e a duração do intercâmbio (seis meses para graduação, dois anos para mestrado e quatro anos para doutorado), em termos gerais, é um aprendizado diário sobre quão grande e diverso  é o mundo.

É possível aprender com os aspectos negativos, mas também com os aspectos positivos. A ‘Cidade Verde’, como é carinhosamente chamada a cidade de Teresina pelos seus intercambistas, torna-se um novo lar para quem percorre os corredores da UFPI falando uma língua que não lhes corresponde, comendo pratos a que não estão acostumados e tentando se encaixar com os brasileiros que têm como acompanhantes.

“Em termos acadêmicos, a experiência na UFPI é diferente do que eu imaginava, porque eu estava acostumado a um ritmo de trabalho na Colômbia, e no Brasil não é o mesmo”, diz Manuel Guerra, aluno de Mestrado em Engenharia de Sistemas.

“A Universidade Federal do Piauí ainda tem que melhorar a recepção de novos estudantes estrangeiros, as aulas de Português para nivelá-los com os locais e a gestão das bolsas de estudo. No entanto, a partir do centro de internacionalização, é possível levar adiante o programa de intercâmbio”, diz Ana Yeli, aluna de Mestrado em Engenharia Agrônoma- Produção Vegetal.

Apesar das dificuldades que podem surgir ao longo do caminho, estar no Brasil convida a questionar a vida, a abrir a mente a partir do momento em que se senta na cadeira do avião e segue para o desconhecido. Um intercâmbio treina o indivíduo como profissional e como ser humano.

A produção jornalística que você acaba de ler/ouvir faz parte do trabalho desenvolvido pelos estudantes da disciplina de Laboratório Avançado II: Webjornalismo – 2019.1, administrada pela professora Dra. Juliana Teixeira.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.