De norte ao sul, o som da periferia ecoa nas noites teresinenses

Repórter: Amália Saraiva

O cenário musical teresinense vem crescendo no decorrer dos anos e podemos desfrutar da variedade de ritmos que alguns grupos musicais produzem na capital. Para quem é novo na cidade ou para que nunca ouviu falar, Teresina está repleta de tribos musicais. Do rap ao coco de roda, do axé até o hip hop, a cidade vive uma harmonia de ritmos.

O som move “montanhas”

Para dar início a essa viagem, vamos começar com a Casa do Hip Hop, situada no bairro Parque Piauí, zona sul. O local, que foi fruto de uma ocupação realizada em uma antiga escola estadual no início dos anos 2000, é uma resistência do movimento Hip Hop. Atualmente, a casa possui espaço para aulas de dança, esporte (judô e capoeira), apresentação de grupos musicais, funcionando também com um estúdio de música e até uma serigrafia.

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A Casa do Hip Hop, situada no Parque Piauí, é um local aberto à comunidade. (Foto: Divulgação/Augusto Filho)
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Espaço destinado à interação dos frequentadores da Casa do Hip Hop. (Foto: Divulgação/Augusto Filho)

Segundo a gestora, Cleide Silva, a Casa do Hip Hop faz parte da comunidade e deve ser utilizada pela mesma de forma livre. “O espaço fica aberto para todos que querem visitar ou frequentar. Durante toda semana temos atividades e projetos que envolvem a dança, música, esportes e que são oferecidas de forma gratuita. Para utilizar o espaço, basta agendar com um dos organizadores que estão sempre por aqui”, explica Cleide.

Escuta sonância do Gueto

Em sentido contrário, encontramos no extremo norte da capital o Grupo Reação do Gueto. Resistência da periferia, o grupo movimenta as praças da Santa Maria da Codipi desde 2009 e durante o ano realizam eventos totalmente abertos ao público.

“O grupo surgiu em 2009 com apenas 4 componentes, hoje somos muitos. Anualmente realizamos o “Hip Hop Acontece”, com oficinas de break, grafite, DJ’s e MC’s durante um dia inteiro. No fim da tarde e à noite fazemos uma roda de discussão e apresentações do que foi produzido durante o dia”, conta “Doca”, um dos idealizadores do Reação do Gueto.

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Apresentação do grupo Reação do Gueto, no bairro Santa Maria da Codipi. (Foto: Divulgação/Reação do Gueto)

Com esse show de cultura e resistência da música periférica fica irresistível não conhecer esses movimentos. Para acessá-los basta boa vontade e disposição para ouvir um ótimo som, pois do resto a música dá conta!

A produção jornalística que você acaba de ler/ouvir faz parte do trabalho desenvolvido pelos estudantes da disciplina de Webjornalismo – 2018.1, administrada pela professora Dra. Juliana Teixeira. 

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